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O futuro da música na era do streaming.

O futuro da música na era do streaming.

Levou praticamente uma década e meia para que o mercado da música vislumbrasse uma chance concreta de contar com um modelo de negócio viável à era digital. A venda de download foi um primeiro ensaio, mas insuficiente. Agora, esse momento chegou, graças aos serviços de streaming. Ouça o podcast de Tecnologia, com Wharrysson Lacerda e Carla Bigatto.

Já superou o CD

Em 2014, por exemplo, foi a primeira vez na história que as receitas obtidas com assinaturas de serviços de streaming superaram as vendas de CDs nos EUA. Segundo dados divulgados recentemente pela Associação das Gravadoras dos Estados Unidos, o streaming cresceu 29% e obteve um faturamento de US$ 1,87 bilhão. O CD, por sua vez, arrecadou US$ 1,85 bilhão, uma retração de 12% em relação ao ano anterior.

O download (venda de faixas avulsas ou álbuns digitais, distribuídos principalmente via iTunes) ainda lidera o mercado, com 37% e receita de US$ 2,57 bilhões. Em segundo lugar estão os formatos físicos, puxados pelo CD, com 32% do faturamento da indústria fonográfica, seguido pelo streaming, com 27%. O importante a ser observado é a curva: a do streaming é ascendente, enquanto a do download é de queda – encolheu 8,7% e ficou em US$ 2,58 milhões.

No Spotify, por exemplo, a venda de álbuns não têm um preço fixo, mas sim um valor por faixa tocada, estipulado a partir de alguns critérios, como a taxa de royalties combinada entre a gravadora e o Spotify. Assim, a remuneração por stream pode ficar entre US$ 0,006 e US$ 0,0084 para o músico.

Podemos observar algumas razões para explicar por que o streaming é o futuro da música:

• Preço convidativo: usuário se mostra disposto a pagar uma assinatura na casa dos R$ 15 ou R$ 20 para ter acesso ao conteúdo;

• Pirataria: o acesso ao conteúdo por um valor módico mensal, ao estilo Netflix, atrai o usuário e gera receita. Assim, o streaming pode tirar o fôlego da pirataria, o que beneficia a todo o mercado;

• Praticidade: a banda larga e o 3G estão longe de ser serem serviços de qualidade no Brasil. Ainda assim, é prático acessar as plataformas de streaming no computador, smartphone ou tablet. Muitos usuários já fazem festinhas em casa ao som de serviços de streaming;

• Ampliação do conhecimento musical: as plataformas oferecem diferentes maneiras de ordenar as faixas e criar playlists. Algumas têm rádios temáticas e sistemas de recomendação conforme o gosto do usuário.

• Acervo: os acordos entre as plataformas e as gravadoras avançaram muito, o que permite ao usuário ter acesso ao trabalho de ídolos de todos os gêneros. Spotify e Deezer, por exemplo, afirmam ter mais de 30 milhões de música disponíveis.  

Case Banda Radiohead

A banda inglesa Radiohead apagou seu conteúdo da internet. O site oficial, o Twitter, o Facebook, o Instagram. Tudo ficou em branco. Enquanto isso, alguns fãs receberam, em suas caixas de correio, cartas com o logo da banda e o que parecia ser um trecho de uma nova música. Em seguida, um videoclipe intitulado “Burn the witch” surgiu no YouTube. Na mesma semana, outro videoclipe, “Daydreaming”, dirigido pelo renomado cineasta Paul Thomas Anderson, apareceu de surpresa. Então chegou a notícia: um novo álbum da banda foi lançado. Sete dias depois, “A moon shaped pool” alcançou o terceiro lugar entre os mais vendidos: 173 mil cópias digitais. O álbum físico só chegaria às lojas 2 meses depois.

Por duas semanas, o Radiohead tornou-se o assunto do momento. Numa era em que os serviços de streaming estão mudando completamente a maneira de se consumir música e o público tem ao alcance das mãos um oceano de opções, a banda bolou uma estratégia para se destacar. Mas o Radiohead não é o único a tentar esse novo caminho rumo ao sucesso. Em 2016, artistas precisam ser tão criativos em suas estratégias de lançamento quanto são com suas músicas. O método mais eficaz para chamar a atenção do público parece ser o de criar uma espécie de trilha das migalhas de pão. Em vez de passar meses anunciando um novo álbum, os artistas oferecem pequenas dicas do que pode ser um novo projeto. A curiosidade leva os fãs a acompanhar os passos dos artistas. Quando, finalmente, um álbum é lançado “de surpresa”, os mais apaixonados já estão com o dedo no gatilho, ou melhor, no mousepara serem os primeiros a comprar.

Desde então, outros grandes artistas passaram a mudar suas estratégias de lançamento e abandonaram as fórmulasconvencionais – e viciadas – de promoção de álbuns. Em 2013, a rainha do pop Beyoncé abriu as comportas dos “álbuns surpresas” ao lançar um novo trabalho sem prévio aviso. Ela colocou à venda um álbum, com direito a versão deluxe, e lançou videoclipes superproduzidos para todas as faixas no YouTube. Segundo Marcos Lauro, editor da Billboard Brasil, site especializado em música, o streaming reforçou uma tendência iniciada com o mp3.

“Com o aumento da oferta de músicas disponíveis, o ouvinte ganhou um protagonismo maior. Mas ele ainda precisa de um guia.”

E ninguém melhor para dizer o que você deve ouvir do que seu artista preferido.

Em abril, Beyoncé lançou Lemonade, outro álbum surpresa – ou quase. Durante meses, a cantora usou seu Instagram para dar pequenas dicas aos fãs sobre o título do álbum (publicava, por exemplo, fotos de um copo de limonada ou da cantora espremendo um limão). As redes sociais também foram usadas para anunciar que o canal pago HBO exibiria um especial dela, sem explicar sobre o que seria. Quando o especial – um “álbum visual” – foi exibido, os esforços de Beyoncé foram recompensados. Lemonade estreou em primeiro lugar nas paradas, com 485 mil álbuns vendidos e 115 milhões de audições no Tidal, o serviço de streaming de seu marido Jay-Z, onde o álbum podia ser ouvido exclusivamente. Consequentemente, o Tidal ganhou maior exposição e se tornou o aplicativo de música mais baixado nos Estados Unidos no mês passado.

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